segunda-feira, 30 de março de 2009

Cauda Longa - Poucos mercados de milhões ou milhões de mercados de poucos?




Cauda longa é um conceito introduzido por Chris Anderson, editor-chefe da revista wired, em um artigo que virou livro. The long tail.

Tem como base a regra dos 80/20 de Pareto, que sugere que 80% das receitas das empresas provém de 20% de seus produtos.

Baseado nesta regra, e na impossibilidade de colocar todos os produtos existentes em suas prateleiras, tendo em vista o custo disso, o espaço físico, etc, as empresas optam por vender apenas os produtos mais lucrativos. Aqueles que atigem a grande massa. Isso gerou uma economia baseada em hits, ou seja, em produtos mais populares, com poucos concorrentes. Veja no gráfico acima, que a parte vermelha representa a cabeça, o número limitado de produtos x a popularidade dos mesmos, permitindo a venda de alguns itens a milhões de pessoas.


Mas a internet mudou todo este conceito. A redução de diversos custos como estocagem, distribuição, lucro de varejistas, lojas, etc, permite que os outros 80% dos produtos sejam oferecidos e disponibilizados no mercado. Afinal, que custo tem o submarino ao adicionar mais um livro em seu estoque? Zero!


Os estoques, a partir da internet, podem ser virtualmente infinitos. Podemos então consumir produtos mais específicos, de nichos de mercados que antes só acharíamos em lojas especializadas, ou nem isso. Esses produtos de nichos, quando considerados em conjuntos, passam a ter um grande potencial de lucro para as empresas, já que não precisam competir com os hits por espaço. Veja a parte laranja do gráfico. Esta cauda longa pode ser maior e bem mais rentável do que a cabeça, uma vez que ela é potencialmente infinita.


Passamos então de uma cultura de escassez para uma cultura de abundância. Podemos encontrar quase tudo através da internet, desde o mais genérico ao mais específico.


Chris Anderson deixa em seu livro 3 sugestões para explorar os nichos:

1. Ofereça o máximo possível. Disponibilize o máximo de produtos em seu negócio online. Mesmo aqueles que nunca venderem uma única unidade não acarretarão prejuízos significativos para a empresa. Desta forma, a cauda estará se esticando. Encoraje seu cliente a contribuir para aumentar o estoque.


2. Diminua o preço. Repasse ao cliente o desconto que você teve ao criar seu estoque virtual. Depois, abaixe mais o preço. A internet oferece diversas alternativas de lucro indireto (especialmente com publicidade). Você estará engordando a cauda. Agora reveja seus conceitos de custos e receitas.


3. Me ajude a achar. Ofereça mecanismos de busca eficientes para auxiliar o cliente a encontrar o que deseja. Aperfeiçoe os mecanismos para oferecer outros produtos que ele pode gostar mas ainda não conhece. Ouça e aproveite a opinião de seus consumidores para melhorar a busca. Desloque o consumo para os nichos.


O conceito é simples e fácil de ser adotado.


quinta-feira, 19 de março de 2009

Twitter, o que vem a ser?


Vou transcrever aqui uma postagem que fiz no blog do Grupo de Mídia, o qual sou responsável, logo que me cadastrei no twitter e depois vou fazer minhas observações de agora.

"Tenho ouvido falar o tempo inteiro numa ferramenta web 2.0 chamada Twitter. Fui ver o que se tratava, mas não me interessou muito. Era apenas uma comunidade que respondia a seguinte pergunta: o que você está fazendo agora?”. Sinceramente, achei nada a ver.

A página inicial era uma espécie de “stream” atualizada quase ao vivo com todas as novas mensagens, e cada usuário tinha uma página pessoal que centralizava suas mensagens particulares.

Até aí, nada importante. Mas o zum-zum-zum em torno do Twitter continuou, então resolvi experimentar. Percebi que responder a esta pergunta é somente um pretexto, pois o serviço serve para muitas outras coisas. Então, hoje vi que tenho que dar mais importância a esta ferramenta e convido vcs a fazer o mesmo.

Seria uma nova espécie de mídia? Cada pessoa descreve o Twitter de um jeito, pois é uma coisa nova que mistura vários conceitos já existentes. Talvez a melhor forma de descobrir seja experimentando você mesmo. No Intercon2007, que participei em São Paulo, foi uma febre de respostas ao vivo, durante as palestras. Era um feedback em tempo real.

Mas afinal, o que é o Twitter????O Twitter é uma mistura de mini-blog, RSS, sala de chat personalizada.Inicialmente seria um blog, até porque no início vc não terá nenhum amigo. A medida que você adiciona amigos, a sua página pessoal começa a misturar suas próprias atualizações com as pessoas que você adicionou como amigo. Daí vai mostrando as mensagens de várias pessoas. E a medida que você escreve mensagens novas, todas as pessoas que te adicionaram como amigo, por sua vez também terão sua nova mensagem nas suas páginas pessoais. Todos receberão sua mensagem.Você pode escrever qualquer coisa, desde o que você está fazendo, à um convite para um aniversário, evento, um link para uma página interessante na internet que você quer divulgar para todos. Pode ser qualquer coisa, lembrando que o limite de 140 caracteres. Cuidado pra não enviar coisas sem importância, senão vão excluir vc da lista de amigos.

Analisando, eu vejo o Twitter como uma nova espécie de mídia, que permite que tendências e novidades sejam divulgadas comunitariamente, e de certa forma viral. Ainda não sei, é cedo pra dizer se o Twitter vai ter impacto na nossa vida ou será apenas mais uma bolha, mas não deixeim de experimentar, como estou fazendo, e olha,
me adicionem se forem se inscrever!"


Bom, hoje eu utilizo twitter todos os dias... já tenho meus seguidores e os que sigo. A gente troca informações, endereços interessantes de sites, falamos um pouco de nossas vidas, nosso trabalho, enfim! E o fato de ter saído na capa da Época desta semana, é mais um motivo para mostrar que não é nenhuma bolha, veio para ficar!


http://midiams.blogspot.com/search?q=twitter, vejam também um post do Manoel Neto, do blog Tecnocracia, sobre o assunto.


domingo, 15 de março de 2009

Wikipedia, um mundo de informações

"‘Wiki’, em havaiano, quer dizer ‘rápido’. Mas nem o empresário americano Jimmy Wales e o editor Larry Sanger tinham idéia de que o sucesso viria tão rápido.

Com uma média de 2 bilhões de acessos mensais, o website tem dobrado os acessos a cada três ou quatro meses, segundo dados citados por Wales. E acumula mais de 2,1 milhões de artigos em 180 línguas, do javanês ao esperanto. Em inglês, são 750 mil. Em português, outros 77,7 mil.

A simples idéia de centralizar uma enciclopédia on-line gratuita, disponível para qualquer pessoa contribuir, editando ou criando novos verbetes, foi uma enorme inovação. Cresceu o número de verbetes, número de colaboradores, extensão de textos, variedade de assuntos. Mas, também, cresceu muito o número de erros.

Alguns tradicionalistas, equiparam o Wikipedia com um "banheiro público, ninguém sabe quem foi o último a usar", escreveu um editor da Britannica. Mas a geração do "copia-e-cola" ou "control+c, Control+v" ficou fascinado. Mas ambos têm razão, com acesso por todos, acaba sofrendo vandalismos e erros.

Dias atrás, o próprio verbete ‘wikipedia’, na versão em inglês, trazia no rodapé um vigoroso ‘Wikipedia sucks’ (algo como ‘a Wikipedia é uma droga’) em letras garrafais. Os mantenedores, então, contam com o princípio da evolução do darwinismo. Com a edição é aberta e contínua, erros graves não persistirão no ar, e apenas os melhores verbetes prevalecerão.

Para fazer esta tese funcionar, criaram uma comunidade, na qual os usuários podem se cadastrar e, se desejarem, criar uma ‘lista de tópicos de atenção’ com assuntos sobre os quais tenham domínio. Assim, se você tem uma lista de atenção sobre ‘religião’ , toda vez que uma mudança for feita em um verbete sobre uma tradição islâmica ou a biografia de um santo católico, por exemplo, ou que um novo artigo for criado, você será alertado e convidado a revisá-lo.

A credibilidade é a grande questão do Wikipedia. Como é aberto a todos, a postagem das informações, muitos não vêem credibilidade suficiente para conferir-lhe a condição de fonte de referência. O problema ganha força em grupos como professores e bibliotecários, que, na falta de uma autoridade ou de alguma tradição por trás do projeto, recusam-se a usá-lo como fonte.

O problema não é que a Wikipedia não seja confiável. Independentemente de ser mais ou menos confiável do que uma enciclopédia tradicional, ela não é vista como confiável o suficiente por muitos acadêmicos’, escreveu Sanger em artigo. ‘A razão para isso é óbvia: eles sabem que qualquer um pode editar, e não há um processo formal de revisão, mesmo que o processo em vigor acabe funcionando e muita gente use o site’, acrescentou. ‘O problema é que a Wikipedia não tem como tradição o respeito pelo conhecimento de especialista.’

A missão do wikipedia também é um ponto longe de ser cumprido. A Wikipedia tem como missão, segundo Wales, ser um ‘esforço para criar e distribuir uma enciclopédia gratuita da melhor qualidade possível a cada pessoa no planeta, em sua própria língua’. Problema: apenas 15% da população do planeta, segundo as estatísticas mais difundidas, tem acesso à rede."

Adsense, como lucrar?

Estava buscando informações sobre o Adsense - formato de propaganda em blogs e sites, disponibilizado pelo Google, que exibe anúncios relacionados com o conteúdo do seu site, e você ganha dinheiro sempre que os visitantes clicam nesses anúncios - para incluir no meu blog.

Me lembrei do Ney, um moço que deu um palestra no Intercon, evento de tecnologia do Imasters, que participei em São Paulo. Ele largou o emprego para viver do seu blog, e dá diversas dicas de como ganhar dinheiro com o Adsense.

Bom, ele não é muito otimista, veja o que ele diz:

Lição número 1: Se você quer alguma dica para ganhar dinheiro muito rápido, eu espero que você encontre e seja meu amigo, pra vir me contar quando descobrir, porque eu demorei 5 anos para ganhar os primeiros R$ 100,00.

Lição número 2: Se você tem mais anúncios que visitantes ou conteúdo dificilmente você vai ganhar algo com seu blog. Se na lição anterior você não entendeu o que eu fiz nos 5 anos desde que comecei o site, espero que agora tenha ficado claro.

Lição número 3: Estude muito, se você acha que vai encontrar alguma receita pronta para resolver os mistérios da construção de um site eu sinto desapontá-lo, eu comprei livros sobre design, comprei dicionários e gramáticas, passei anos estudando HTML, CSS, Javascript, MySQL, PHP e ainda tenho muito a aprender, pois a internet é um terreno em constante transformação. Na verdade alguém que faça tudo sozinho no seu site é uma coisa possível apenas nesses tempos da pré-história da internet onde o amadorismo é tolerável, em breve terei de terceirizar algumas coisas se quiser sobreviver.

Bom, até aí tudo bem, o fato é que eu tenho alguns blogs, mas as visitas são muito pequenas, portanto acredito que o principal, além de assunto relevante, claro, é a divulgação do mesmo. Todo e qualquer site ou blog precisa ser divulgado para ser acessado... De qualquer forma, ainda não consegui um assunto que seja relevante e de interesse, para colocar o Adsense em minha página. Vou pensar em algo, está na minha lista de 101 coisas!