sábado, 28 de fevereiro de 2009

Personalização na Internet, um conceito rentável

O que é a personalização na internet? Você já deve ter feito compra na internet, ou pesquisado produtos, e na hora de finalizar a compra de uma câmera digital, aparece a seguinte mensagem: "Leve também um chip de memória de 2g por R$ 100,00", ou a mensagem "quem comprou este produto também comprou um chip de memória desta marca"...

Isso é personalização, e este método permite recomendar aos clientes produtos que estão de acordo com seu perfil, baseado em seus hábitos de compra ou navegação, aumentando as chances de compra deste consumidor.

Para recomendar produtos de forma personalizada, a maneira mais tradicional é pedir aos usuários que avaliem os produtos que consomem com uma nota (geralmente de 1 a 5 ou representado por estrelas). Essas notas, chamadas "ratings" são utilizadas para identificar usuários semelhantes, sendo possível identificar como esses usuários semelhantes se comportam, e a partir deste modelo de comportamento, fica fácil gerar ofertas personalizadas a cada um deles.


Personalização é isso, oferecer ao cliente produtos que estão de acordo com seu perfil e seus hábitos de consumo...
Para mais informações sobre este assunto, recomendo a leitura do livro "personalização na internet", de Roberto Torres. O livro dá explicações de como tornar um site ou e-commerce mais personalizado, gerando lucros de forma mais rápida e seguindo a tendência atual, que é cada vez mais interagir com o usuário ou cliente.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Até encontrar o caminho, percorri longas distâncias

Sempre pensei que a felicidade da minha família dependesse muito do meu desejo exacerbado de crescer em minha profissão. Por esta razão, não medi esforços nos trabalhos aos quais consegui, enfrentando urdiduras de pessoas sem caráter, buscando em mim mesma motivação para continuar, com acertos e desacertos, e uma vontade ilimitada que ia além da lógica.

Numa tarde, porém, percebi que estava muito infeliz. Havia enveredado por um caminho que não era o meu, que não me dizia respeito, que não me realizava. Então, procurei no meu íntimo o que mais me fazia sentir viva, e eis que descobri a comunicação. Me tornei mídia, designer, webdesigner, sei redigir, já atuei em atendimento e produção gráfica. Agora estou partindo para o jornalismo, quero me especializar em textos on line.

Hoje sinto prazer em trabalhar. Não é tão difícil progredir, pois faço isso como se fosse lazer. Amo comunicação, respiro comunicação, sou comunicação!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O surgimento da Internet, razão de ser do meu trabalho

Eu assisti um vídeo do Stevie Jobs, de um discurso que ele fez para alguns formandos de uma faculdade, em que ele dizia o seguinte: "É possível ligar os pontos analisando o passado, nunca o futuro". E hoje estava pensando sobre o início da Internet e fiquei ligando os pontos...

Fiquei rememorando toda aquela história de quatro universidades americanas que formaram a Arpanet, uma rede de laboratórios que fazia pesquisa para a Administração de Projetos de Pesquisa Avançados do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Mais tarde, a Arpanet se transformou na Internet. Quem iria imaginar, no início?
O pesquisador Bob Taylor, em 1966, conseguiu um milhão de dólares e convenceu Larry Roberts a se juntar a ele, para tocar o projeto de interligação dos laboratórios universitários que colaboram com a agência de Projetos Avançados de Pesquisa (ARPA), com o objetivo de economizar dinheiro ao compartilhar os recursos de computação espalhados pelo país. Talvez ele pensou que estava apenas fazendo algo inovador, mas acredito que nunca, em nenhum momento, sabia que seria o ícone de todo esta avanço de comunicação que hoje vivemos.

Um avanço que seguiu a seguinte linha do tempo:


- 1966 - Bob Taylor, um pesquisador da Agência de Projetos Avançados de Pesquisa (Arpa) chamado Bob Taylor consegue US$ 1 milhão para tocar um projeto de interligação dos laboratórios universitários que colaboram com a agência.


- 1967 - Taylor convence Larry Roberts (considerado a única pessoa nos EUA capaz de montar uma rede do gênero) a trabalhar no projeto. Roberts faz o desenho da configuração original, interligando quatro centro de computadores.


- 1968 - Com o projeto aprovado, a Arpa abre licitação. Muitas empresas se candidataram. A IBM não participou, alegando que uma rede do gênero jamais poderia ser construída. A Bolt, Beranek and Newman (BBN) ganha a concorrência.


- 1969 - a BBN envia o primeiro equipamento da rede para a Universidade da Califórnia em Los Angeles. A UCLA se tornaria o primeiro nó (ponto de conexão) da rede que viria a se chamar Arpanet e mais tarde internet.


- 1971 - A Arpanet chega a 15 nós com a inclusão de computadores da BBN, MIT, RAND Corporation, Universidade de Harvard, Universidade de Stanford, Universidade de Illinois em Urbana, Universidade Carnegie Mellon (CMU) e do centro de pesquisas Ames da Agência Nacional de Administração Espacial (NASA), entre outros.


- 1973 - São montadas as primeiras conexões internacionais.


- 1974 - A BBN inaugura o Telenet, o primeiro serviço comercial conectado à Arpanet.


- 1979 - Criação da Usenet, a rede de grupos de discussão, com os grupos da hierarquia net. Na Universidade de Essex Richard Bartle e Roy Trubshaw lançam o primeiro MUD, uma mistura de canal de conversa em tempo real com RPG (Role Playing Game).

- 1981 - Uma rede cooperativa, chamada de Bitnet (Because It's Time NETwork), inicia na City University, de Nova York, oferecendo correio eletrônico, servidores de lista e transferência de arquivos. A Bitnet se torna uma alternativa à Internet.

E assim a coisa foi crescendo, aumentando... Em 1982 o nome internet começou a ser usado para designar as redes que utilizam o conjunto de protocolos TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol), escritos por Vint Cerf e Bob Kahn, dois dos cientistas que participaram da montagem dos primeiros nós da Arpanet, em 1969.


Em 1990 a Arpanet deixou de existir, e neste mesmo ano, o Brasil se conectou à grande rede. E depois disso, em pouco tempo os usuários cresceram de forma inimaginável, e isso mudou o mundo, a vida de todas as pessoas que trabalham ou não com internet.


E o que é interessante, não faz tanto tempo assim. Outro dia mesmo estava lendo sobre Berners-Lee (foto à esquerda), inventor da World Wide Web (WWW), e é considerado por alguns o pai da internet. Ele foi requisitado para desenvolver o site da Rainha Elizabeth, na Inglaterra. É considerado por alguns como o pai da internet. Para reformular este site, ele se reuniu pelo menos duas vezes com a rainha, que lhe condecorou em 2004 com o título de "Sir", Cavaleiro da Ordem do Império Britânico.

E, para finalizar, hoje podemos ligar estes pontos... do início até os dias de hoje. E ver que estamos na ponta do iceberg, tem muito mais a crescer, a expandir, novas profissões, novas possibilidades. E principalmente este intercâmbio de informações que é algo que me deixa muito deslumbrada. Hoje todos nós podemos ser estrelas, ter nosso próprio jornal, nosso próprio canal de televisão e acontecer no mundo digital! Isso é algo muito interessante, que eu tenho certeza, estas figuras tarimbadas que começaram tudo isso, sequer imaginavam!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A tecnologia e não-tecnologia em minha vida

Estou há dois anos trabalhando no marketing de uma empresa que desenvolve softwares, por isso não é tão difícil falar de tecnologia, já que ela faz parte do meu dia-a-dia. Mas não é só no trabalho, é na vida, como um todo, que ela ocupa um espaço cada vez maior.
Morei até os 14 anos em fazenda, e quando conto aos meus filhos sobre como era, eles me olham como se eu estivesse falando de algo que não é real, de algo que eles não conseguem imaginar que existe ou existiu... Não havia praticamente nada da vida moderna. Morávamos em uma casa de sapé, no meio do nada, sem vizinhos próximos, sem luz elétrica ou água encanada. Os alimentos eram preparados no fogão à lenha, a roupa era passada com ferro esquentado por brasas e a louça era lavada em bacia com água, que buscávamos com baldes, em poço ou no riacho. O banheiro, bem... sem comentários, era uma casinha bem longe da casa principal, com um buraco horrível... repugnante! Mas era a minha realidade e ainda hoje é a realidade de algumas pessoas. O nosso meio de transporte era uma carroça, puxada por uma mula branca, que quando cismava de empacar, não adiantava a surra que o meu irmão mais velho lhe dava, não saía do lugar de jeito nenhum.
Por que estou contando tudo isso? Por que tenho uma noção clara de como a tecnologia interfere na vida das pessoas. Mudou radicalmente minha vida. Não me deixou mais inteligente, mas com uma cultura mais ampla. Por outro lado, não me fez ter mais tempo, a impressão que eu tenho, é que as 24 horas de hoje são muito, mas muito mais velozes do que as 24 horas que eu passei na adolescência, em que lia livros inteiros, tirava leite, brincava e escrevia jornaizinhos mesmo antes de saber que aquilo que fazia se chamava jornal.
Que ela facilita a minha vida? Não tenho dúvida, e fico imaginando que não viveria sem vários itens tecnológicos. Mas é uma impressão errada, porque já vivi o outro lado da moeda, e sei que ela torna minha vida mais simples, certamente, mas eu fui muito feliz na infância mesmo sem usufruir diretamente dela.